Considerado como um dos danos mais graves provocado pelas cheias e enchentes ocorridas em maio no Rio Grande do Sul, a alteração no solo de propriedades rurais do Estado tornou-se alvo de uma ação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). De acordo com o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, cerca de dez mil amostras de solo estão sendo coletadas por técnicos da instituição, com o objetivo identificar o que será necessário para recuperar a fertilidade das áreas atingidas. A iniciativa conta com a participação de colaboradores do Senar de outros Estados.
“Queremos ter a capacidade de recomendar algo ainda em tempo do produtor adquirir os fertilizantes e corretivos, para que a próxima safra não seja comprometida”, diz Eduardo Condorelli.
As amostras serão enviadas para análise do Laboratório de Química e Fertilidade do Solo da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O trabalho faz parte do SuperAção Agro Rio Grande do Sul, programa do Sistema Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária/Senar, que deverá disponibilizar R$ 100 milhões para a recuperação da produção agropecuária gaúcha.
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Condorelli explicou que a coleta ocorre em 120 municípios avaliados como mais afetados pelo fenômeno climático que devastou o Estado em abril e maio. “Elencamos as propriedades que estão na chamada mancha de inundação, afetadas por desbarrancamentos e por inundações”, afirma. Outro critério considerado, de acordo com o superintendente, são as infraestruturas atingidas. “Aquelas onde a água chegou na casa, na mangueira de gado, no galpão de máquinas e silos”, exemplifica.