Rural

Setor leiteiro busca estratégias para vencer crise

Lideranças trabalham em um modelo de negócios para melhorar competitividade e aumentar exportação

Uma das preocupações é com o preço pago aos produtores
Uma das preocupações é com o preço pago aos produtores Foto : Fernando Wagner/ Embrapa/Divulgação/CP

Os desafios do atual cenário da cadeia produtiva do leite e as estratégias para fortalecer o segmento foram debatidos na reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB), realizada ontem, na sede do Sistema Faesc/Senar, em Florianópolis. Para o presidente da entidade, Rodrigo Ramos Rizzo, a união tem sido fundamental para o setor. A preocupação com a queda constante no preço pago aos produtores fez a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) mover uma ação antidumping, relacionada ao leite em pó importado, principalmente do Uruguai e da Argentina, que tem prejudicado o mercado nacional. “Esse produto tem entrado no país e afetado tanto as indústrias, que perdem competitividade, quanto os produtores, que enfrentam a queda nos preços”, destacou.

Oportunidades para ampliar presença

O tema das exportações e da competitividade foi discutido, assim como a qualidade e excelência na produção. “O único ponto que ainda precisamos melhorar é o preço. O Brasil ainda não é competitivo nesse quesito. Isso depende de tempo e de um trabalho interno que precisa ser realizado”, ressaltou. As lideranças das federações de agricultura e representantes de entidades reforçaram a importância da atuação para a construção de políticas públicas que assegurem competitividade, sustentabilidade e crescimento. Na programação, foi apresentado um Modelo de Negócios para exportação de lácteos, que focou nas oportunidades para ampliar a presença brasileira no mercado internacional. O objetivo é entregar a proposta ao Codesul e ao BRDE. “O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho da Aliança e está finalizado. Agora, estamos formatando para entregar de uma maneira formal ao Codesul no mês de dezembro, com as adequações que cada uma das entidades julgar necessária”, afirmou Rizzo.

O presidente da Cooperativa Central Gaúcha (CCGL), Caio Viana, e sua equipe mostraram um case sobre o status sanitário do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT). O encontro abordou ainda a definição da direção da ALSB para 2026–2027, que ficará com a Faep.

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