O Sicredi encerrou o primeiro trimestre da Safra 2026/2027 com R$ 22,4 bilhões liberados em crédito rural. O resultado representa crescimento de 4,3% em comparação com o mesmo período da safra anterior, quando foram disponibilizados R$ 21,5 bilhões.
O desempenho ocorre em um cenário de retração das concessões de crédito rural nas linhas tradicionais. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, as operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização recuaram 26% no primeiro trimestre da Safra 2026/2027, passando de R$ 113,4 bilhões para R$ 84 bilhões. O cenário é marcado pelo endividamento e pela inadimplência no campo, que contribuem para maior seletividade na concessão de novos financiamentos.
No Sicredi, a evolução das liberações também contou com a contribuição das operações relacionadas à MP 1.376/2026, voltada à renegociação de dívidas rurais e com reflexos na linha de investimentos que apresentaram crescimento de 53,3%, passando de R$ 3,5 bilhões para R$ 5,4 bilhões. Outras finalidades apresentaram crescimento no trimestre, como comercialização, com R$ 987 milhões liberados, alta de 60,5%, e industrialização, que alcançou R$ 168 milhões, avanço de 130,8%. O custeio permaneceu como a principal finalidade de financiamento, com R$ 10 bilhões liberados, volume 3,4% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior.
“Seguimos comprometidos em atender plenamente a demanda de nossos associados produtores rurais, sempre exercendo uma relação de proximidade que nos permita o aconselhamento para que a tomada de crédito seja consciente e adequada à realidade de cada um. Mais importante do que o crescimento dos números é o desenvolvimento saudável da atividade produtiva e o relacionamento de confiança”, afirma Vitor Moraes, superintendente de Agronegócio do Sicredi.
