Rural

Terceiro caso de Doença de Newcastle em SC mantém alerta no RS

Foco se deu em Nova Erechim, na mesma região e igualmente em granja de perus, como nas duas outras ocorrências

Os três casos em Santa Catarina ocorreram em granjas de perus
Os três casos em Santa Catarina ocorreram em granjas de perus Foto : Ascom / Cidasc / Divulgação / CP

No início da noite de terça-feira, 27, o Ministério da Agricultura e Pecuária, divulgou ter constatado o terceiro caso de Doença de Newcastle na avicultura de Santa Catarina, na Região Oeste, em Nova Erechim, a menos de 100 quilômetros da divisa com o Rio Grande do Sul.

“A detecção ocorreu durante as ações de vigilância intensificada na área de emergência sanitária. O Serviço Veterinário Oficial (SVO) já iniciou as medidas previstas nos protocolos de resposta a emergências zoossanitárias, incluindo investigação epidemiológica, vigilância e contenção da doença”, informou o Mapa.

“Em Nova Itaberaba, onde o foco inicial foi confirmado em 18 de outubro, todas as medidas sanitárias foram concluídas e a propriedade encontra-se em vazio sanitário. Em Coronel Freitas, onde o segundo foco foi confirmado em 24 de outubro, foram concluídos o despovoamento sanitário, enquanto os procedimentos de limpeza e desinfecção seguem em andamento”, complementou.

“O Mapa ressalta para a população que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações. O Ministério segue atuando em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional.”

Pintinhos de SC

Enquanto isso, no Rio Grande do Sul a Vigilância Sanitária segue acompanhando com atenção as incidências catarinenses. Rosane Collares, diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), esclarece que o Estado mantém a vigilância.

O Rio Grande do Sul mantém relação com avicultura catarinense por receber, para suas casas agropecuárias, pintinhos gerados nas granjas de SC. Mas não peruzinhos.

“Nós fizemos uma análise da entrada de aves de Santa Catarina e, até o momento e um período para trás, de incubação da doença, só entraram aves galinhas aqui no estado do Rio Grande do Sul. Não tivemos nenhuma GTA (guia de transferência de animais) de emissão de perus”, explica.

"A ameaça é a mesma em relação a status sanitário, pois se trata de avicultura comercial”, esclarece Rosane.

“Como mantemos um contato direto com o serviço veterinário oficial, da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), continuamos somente em casos em granjas de perus”, acrescentou.

“Mas, com certeza, mantemos o alerta e estamos monitorando. Repassamos que as pessoas mantenham a vigilância e, qualquer alteração nas suas aves, procure as nossas unidades locais, as inspetorias veterinárias”, esclarece Rosane.

Controle sanitário

No estado vizinho a Cidasc, a empresa vinculada à secretaria estadual de Agricultura e Pecuária que atua na defesa sanitária agropecuária e na fiscalização de produtos agrícolas e de origem animal, ressalta que as ações de vigilância e resposta à doença avançam no Oeste catarinense, com vistoria em propriedades, monitoramento das criações e medidas de controle sanitário nos municípios envolvidos.

“O trabalho de vigilância ativa permitiu identificar um terceiro foco da doença, sendo esse no município de Nova Erechim. Com isso foi ampliada a área de monitoramento. A identificação do terceiro foco ocorreu nas ações de vigilância ativa, que permitem ampliar o monitoramento sanitário e direcionar as medidas de resposta”, informa.

A Cidasc destaca que o foco envolve 9.600 aves, mas que não apresentaram sintomas. “O raio de vigilância foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros. As equipes seguem com os procedimentos sanitários padrão no local em que foi detectado o vírus”, acrescenta.

Já em Nova Itaberaba, onde o primeiro foco foi confirmado, as medidas sanitárias já foram adotadas e a propriedade está em vazio sanitário, e o foco foi dado como encerrado.

E em Coronel Freitas, município onde o segundo foco foi confirmado em 24 de outubro, foram concluídos a depopulação e o enterro dos perus, com continuidade das etapas de limpeza e desinfecção.

Força-tarefa

Nos trabalhos e as medidas adotadas pela força-tarefa, entre os dias 20 e 26 de outubro, foram vistoriadas 133 propriedades comerciais e 551 propriedades de subsistência. A operação mantém quatro barreiras sanitárias ativas, com fiscalização e desinfecção de veículos.

As equipes também realizam o monitoramento das criações, a coleta de amostras e a orientação aos produtores sobre prevenção e biosseguridade.

“A Cidasc reforça a importância de manter as medidas de biosseguridade nas propriedades e comunicar imediatamente qualquer suspeita de doença em aves ao escritório local da Companhia ou pelo sistema e-Sisbravet.”

Veja Também