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Geopolítica, transição energética, segurança alimentar e as oportunidades ao agro brasileiro

Temas estarão em debate na quarta edição do Congresso Cerealista Brasileiro, de 11 a 13 de novembro, em Florianópolis

Evento promovido pela Acebra chega à quarta edição
Evento promovido pela Acebra chega à quarta edição Foto : Acebra / Divulgação / CP

Os reflexos da geopolítica internacional e as oportunidades possibilitadas pela transição energética e segurança alimentar para o agronegócio brasileiro serão algumas das principais pautas no 4º Congresso Cerealista Brasileiro Grãos, Mercados e Energia: o Brasil no Centro da Nova Economia Mundial, de 11 a 13 de novembro, no Costão do Santinho, em Florianópolis.

O evento que promove palestras e debates, além de ter um ambiente de expositores, vai reunir empresários do agronegócio para discutir os mais relevantes assuntos do momento para o setor, como a agregação de valor, assim como o futuro em razão das influências externas, além das potencialidades que se oferecem ao Brasil como importante provedor global de biocombustíveis e alimentos.

O presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), o gaúcho Jerônimo Goergen, lembra que ao assumir o cargo, quatro anos atrás, notou que os associados “não falavam sequer entre si, não conheciam a sua própria força”.

E, assim, buscou estabelecer um evento que congregasse a todos para discutir as principais e mais relevantes pautas do agronegócio, não apenas do segmento cerealista. Desta forma foi criado o evento para mobilizar a cadeia cerealista, que depois buscou trazer discussões mais amplas.

“E agora temos o perfil (do evento) de mostrar que a nova fase em que vive o agro brasileiro, em razão da mudança geopolítica, as questões de China, Estados Unidos e mais, teremos que ter a necessidade de um processo de agregação de valor”, avalia Goergen.

“O cerealista não pode ficar só comprando e vendendo soja, milho, trigo”, acrescenta.

E a atual edição de Florianópolis busca abordar justamente o agro num contexto internacional.

“Nesse congresso vamos mostrar a nova oportunidade dentro da transição energética e da segurança alimentar que é a agregação de valor a nós, para nos protegermos perante o cenário internacional”, descreve.

“Então, é essa a etapa que estamos vivendo com o congresso”, reitera.

“Vamos ter pessoas de todo o país. Não é um congresso numericamente grande. É um congresso empresarial. A nossa ideia é realmente que os empresários participem para fazer o debate da questão do agronegócio e da agregação de valor”, complementa.

“O nosso foco são os donos de empresas conversarem. Essa mistura de temas vão, ao final, gerar um conteúdo bom. Para não ser mais do mesmo.”

Temas

Entre os temas mais específicos a serem abordados estarão armazenagem, logística, biodiesel, proteína animal, fertilizantes, defensivos, biotecnologia e muitos outros, sempre com foco na agregação de valor.

Entre os painelistas, Rafael Furlanetti, da XP Investimentos, que vai enfatizar o assunto “Brasil Pós-Eleições: os Rumos da Economia e os Desafios do Agro”, e Ricardo Faria, da Granja Faria/Global Eggs, com “A Nova Geopolítica dos Grãos e da Proteína: Quem Liderará o Mercado Mundial na Próxima Década?”, e Erasmo Battistella, Be8, Amauri Pekelman, da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), para abordar o tópico “Quem Vai Abastecer o Brasil do Futuro? Novos Investimentos em Etanol e Biodiesel”.

Ainda há vagas para participantes.

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