O Brasil já exportou 310,2 mil toneladas de tabaco de janeiro a setembro, volume que movimentou aproximadamente US$ 1,87 bilhão. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 17,69% no volume exportado e de 20,50% no valor comercializado.
Em todo o ano passado os embarques somaram 561,05 mil toneladas e US$ 3,389 bilhões, resultado recorde em valor. E entre os principais destinos do produto estiveram Bélgica, China, Indonésia, Estados Unidos, Vietnã, Emirados Árabes Unidos e Turquia.
Os dados estiveram em debate na reunião on-line da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, na quarta-feira, 28, encontro promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Os números dos embarques foram apresentados pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Entre os demais assuntos em pauta, os resultados da safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul e as perspectivas para o próximo ciclo produtivo, além das negociações de preços pagos aos produtores.
Já a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) destacou informações sobre a produção e os preços do tabaco, comparando a safra anterior com a atual. A entidade também abordou os efeitos das condições climáticas sobre as lavouras, especialmente os prejuízos causados pelo granizo no ciclo passado.
Importância aos familiares
O coordenador da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider ressaltou a importância da atividade para a agricultura familiar na Região Sul.
Segundo ele, o setor reúne cerca de 130 mil produtores nos três estados do Sul, dos quais aproximadamente 70 mil estão no Rio Grande do Sul.
“Na safra passada, tivemos um número maior de indenizações a produtores em razão dos prejuízos provocados pelo granizo. Agora, acompanhamos as condições climáticas e os possíveis impactos sobre a safra 2026/2027, além das perspectivas de produção”, observou Schneider.
As discussões também contemplaram as indenizações por perdas nas lavouras e o acompanhamento do desenvolvimento da safra 2026/2027, considerando os fatores climáticos que podem influenciar a produtividade e a renda dos produtores.
A pauta incluiu ainda a divulgação de eventos do calendário do setor, como a Abertura Oficial da Colheita de Tabaco, prevista para 6 de novembro, e as atividades alusivas ao Dia Mundial do Produtor de Tabaco.
Outro tema tratado foi o processo de negociação dos preços pagos aos produtores, com previsão de início e conclusão das tratativas no começo de novembro.
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