A Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em parceria com o Sistema Ocergs, promoveu na manhã desta quarta-feira, no Salão Júlio de Castilhos do Parlamento, um ato de comemoração ao Ano Internacional do Cooperativismo, em que o Brasil foi escolhido pela segunda vez consecutiva como sede. O encontro celebrou, também, a formatura de 120 alunos do 2º Curso de Educação Política para Cooperativas.
O presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, apresentou no evento os números do cooperativismo mundial, nacional e gaúcho. Hartmann destacou a amplitude do sistema no planeta, com um faturamento de 2,4 trilhões de dólares, 3 milhões de cooperativas e 1 bilhão de cooperados. No Rio Grande do Sul, o faturamento de 2024 chegou a R$ 93,2 bilhões, com sobras (lucro) de R$ 5 bilhões, num universo de 372 cooperativas e 4,2 milhões de cooperados.
"É um momento muito importante. Se nós olharmos um ano atrás, quando tínhamos uma série de problemas e não sabíamos nem qual seria o futuro do nosso Estado. Apresentar os números do cooperativismo gaúcho de hoje é muito acima das expectativas", disse.
O dirigente também destacou a formação das lideranças políticas do setor para atuarem nas instâncias estadual e federal negociando as demandas do setor e apoiando a atuação dos parlamentares. Quanto à influência do tarifaço de Donald Trump no segmento, Hartmann destacou que ele pode atingir fortemente cooperativas de café e laranja, mas disse crer numa negociação entre os países que deixe de fora a aplicação da Lei de Reciprocidade.
O presidente da Frente Parlamentar, deputado estadual Elton Weber (PSB), lembrou também a catástrofe climática que atingiu o Estado no ano passado e o exemplo de cooperação de toda a sociedade gaúcha. "Por isso, nós temos hoje, apesar de todos os problemas , um crescimento econômico de 8,4% no setor cooperativo", comentou. O deputado acredita que a imposição de tarifa feita pelos Estados Unidos pode prejudicar o Rio Grande do Sul, sim.
"Eu prezo pelo diálogo para tentarmos resolver esta situação, que mistura assuntos, e não tem conexão de justificativas. Se não for possível, teremos de aplicar a reciprocidade", completou.
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