Rural

Seguro e financiamento rural têm de mudar, afirma diretor do Banco Central em Gramado

Cláudio Filgueiras disse na Jornada Técnica da RTC que produtor precisa ter nova relação com os recursos que obtém

Filgueiras afirmou que nos últimos oito anos, os recursos anuais do Proagro (seguro obrigatório) foram, pelo menos na metade, consumidos pelo Rio Grande do Sul, em grande parte em razão dos eventos climáticos extremos
Filgueiras afirmou que nos últimos oito anos, os recursos anuais do Proagro (seguro obrigatório) foram, pelo menos na metade, consumidos pelo Rio Grande do Sul, em grande parte em razão dos eventos climáticos extremos Foto : Carolina Jardine / Divulgação / CP

O esgotamento do sistema de financiamento do crédito rural e, especialmente, do seguro para o setor com subsídio do governo, foi o assunto apresentado na 3ª Jornada Técnica da RTC, encerrada na manhã desta sexta-feira, 30 de maio, em Gramado, pelo diretor de Crédito Rural do Banco Central, Cláudio Filgueiras. O executivo afirmou que se o sistema não mudar está fadado a ser um peso para a sociedade, de onde saem os recursos para completar as necessidades de financiamento e seguro para o agro.
Filgueiras afirmou que nos últimos oito anos, os recursos anuais do Proagro (seguro obrigatório) foram, pelo menos na metade, consumidos pelo Rio Grande do Sul, em grande parte em razão dos eventos climáticos extremos.

“No caso do Proagro, 80% dos recursos são do Tesouro, ou seja da sociedade, e 20% suportados pelo produtor”, destacou. Em média, por ano, são disponibilizados entre um R$ 1 bilhão e R$ 1,8 bilhão para o programa.

“Nós temos de mudar o modelo”, afirmou Filgueiras. Mas, além disso, preconizou a necessidade de renovar a forma de produzir e gastar os recursos obtidos por financiamento rural. “ O produtor tem de se preocupar em melhorar suas condições de produção, buscar manejos mais sustentáveis e, principalmente gerir seus recursos”, completou.
Por fim, o diretor ressaltou que a necessidade de recursos, cada vez que aumenta, demanda buscar novas fontes de financiamento, como foi o caso da CPR e a LCA. “Mas mesmo isso pode se esgotar”, concluiu.

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