Saúde

Profissionais que atuam no Hospital São Camilo, em Esteio, protestam contra o corte de folgas e assédio

Manifestação teve apoio do Sindisaúde do Vale do Sinos e Sindicato dos Enfermeiros do RS

Para Rex, a folga dos trabalhadores é uma questão de saúde mental
Para Rex, a folga dos trabalhadores é uma questão de saúde mental Foto : Andrei Rex / Sindisaúde-VS / CP

Profissionais que atuam na Fundação de Saúde Pública São Camilo de Esteio realizaram nesta segunda-feira uma manifestação em frente ao Hospital São Camilo contra o assédio e pela inconformidade da retirada das folgas do pessoal que trabalha no turno da noite. O protesto teve apoio do Sindisaúde do Vale do Sinos e do Sindicato dos Enfermeiros do RS.

De acordo com o presidente do Sindisaúde, Andrei Rex, existe uma mediação em andamento no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) onde está sendo discutida a qualidade do serviço dentro do hospital. "Por conta da sobrecarga de trabalho, falta de funcionários, falta de contratações e, diante disso, os trabalhadores estão sofrendo assédio. Nesta semana, os profissionais que trabalham 12 por 36 horas foram surpreendidos com a retirada das folgas. Estamos tentando uma liminar para reverter essa situação, pois trata-se da retirada de direitos do trabalhador."

Para Rex, a folga dos trabalhadores é até uma questão de saúde mental e tenta uma agenda com a direção do hospital para sensibilizar o corpo diretivo para que reveja a decisão.

A Fundação de Saúde Pública São Camilo de Esteio informa que já existe uma mesa de negociação com o SindiSaude (dos técnicos de enfermagem) e Sergs (dos enfermeiros) para tratar sobre o assunto. No dia 29 de abril foi realizada uma primeira reunião, a pedido dos sindicados, no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre. Nova reunião está agendada para o dia 28 de maio. Além disso, a diretora-geral da Fundação de Saúde Pública São Camilo, Ana Boll, já tem agendada uma reunião com o SindSaude para esta segunda-feira.

Sobre o "fim das folgas", a Fundação de Saúde esclarece que está atendendo ao determinado pela CLT, especialmente pela Lei Nº 13.647/2017, chamada de Reforma Trabalhista, que regulamentou a jornada 12 X 36 horas, que não prevê a concessão de folgas extras para quem tem esse tipo de jornada de trabalho.

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