O custo operacional em níveis elevados para realizar o transporte dos produtos agropecuários, em especial em função do diesel e de outros insumos logísticos, pressionou os preços de frete nas principais rotas analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse cenário não permitiu uma queda significativa no serviço de transporte das cargas, mantendo os preços em níveis altos, como mostra a edição de maio do Boletim Logístico, levantamento publicado nesta sexta-feira (29) pela estatal.
“Quando se analisa o mercado entre março a abril deste ano, os valores praticados variam de acordo com o andamento da colheita dos produtos de 1º safra. No entanto, quando se compara com os preços praticados no mesmo período do ano passado se observa que as cotações estão em patamares mais elevados, em especial pelo custo do combustível que segue como o principal fator de sustentação desses valores”, explica o superintendente de Logística Operacional da Companhia, Thomé Guth.
“As medidas adotadas pelo governo para reduzir o impacto da alta internacional do petróleo, como a isenção de impostos federais sobre o diesel, auxiliaram a amenizar os aumentos provocados pela guerra no Oriente Médio”, pondera Guth.
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