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Haddad: mudança na divulgação do Plano Safra tem a ver com linha especial

Ministro da Fazenda explica que novo mecanismo de crédito foi solicitado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro da Fazenda diz que nova opção de financiamento rural deve ser anunciada por Lula
Ministro da Fazenda diz que nova opção de financiamento rural deve ser anunciada por Lula Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a mudança no anúncio do Plano Safra 2024/25, inicialmente previsto para esta quarta-feira, 26, e transferido para 3 de julho, está relacionada a uma alteração em uma linha de crédito específica.

O mecanismo, informou Haddad, foi solicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não tem impacto fiscal. No entanto, não revelou qual seria a mudança e disse que caberia a Lula anunciá-la.

“Apresentamos o Plano Safra para o presidente, que pediu ajustes para melhorá-lo. Não se trata de mais equalização, se trata de uma linha específica que ele pediu para turbinar e não tem impacto fiscal”, disse o ministro.

Segundo informações de bastidores, divulgadas pelo Estadão Conteúdo, o adiamento deve-se ao fechamento do valor dos recursos. Enquanto o Mapa e o MDA teriam solicitado R$ 530 bilhões (R$ 452,3 bilhões solicitados para médios e grandes produtores e R$ 80 bilhões para agricultores familiares) para financiar a safra 2024/25, Lula estaria propondo R$ 630 milhões.

Governo amplia expectativa sobre o anúncio

O anúncio ocupa espaço nos veículos de comunicação desde a semana passada. Primeiramente, Teixeira confirmou a divulgação das políticas voltadas à agricultura familiar em 25 de junho. Depois, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o empresarial sairia no dia 26, em Rondonópolis (MT). Em seguida, Fávaro divulgou que ambos os anúncios ocorreriam juntos, em Brasília.

No início desta semana, o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Paulo Teixeira, atualizou a data de lançamento do pacote de subsídios empresariais e familiares para 3 de julho. A justificativa do ministro é que o governo precisa de tempo para fazer a “preparação do evento”.

"Não dá para preparar (a cerimônia) de hoje para amanhã”, disse Teixeira.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, no entanto, revelou que já trabalhava com a data de 3 de julho desde a semana anterior, após informação do próprio MDA.