Em um ano marcado por extremos climáticos, a produção agropecuária brasileira enfrentou o desafio adicional de cortes no orçamento do Programa de Seguro Rural (PSR) em 2023. Com um montante inicial de R$ 1,06 bilhão, o PSR teve seus recursos reduzidos para R$ 933 milhões e a rejeição de solicitações de suplementação, levando a cancelamentos de operações ou onerando ainda mais os produtores que arcam com o valor total dos contratos, conforme informação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A pasta informou que conseguiu aplicar integralmente os recursos disponíveis, subvencionando cerca de 107 mil apólices para cerca de 70 mil produtores.
No ano anterior, conforme o Relatório PSR 2022, do Mapa, recursos da ordem de R$ 1,1 bilhão foram aplicados para a concessão de subvenção a 125,1 mil apólices, para cerca de 78 mil produtores. Naquele ano, as operações abrangeram área de 7,25 milhões de hectares, representando R$ 43,9 bilhões de valor de produção segurado. Já em 2023, conforme o Mapa, a extensão das lavouras seguradas foi de 6,25 milhões de hectares, e o valor coberto ficou ao redor de R$ 40 bilhões. Conforme o Mapa, no ano passado para cada R$ 1 aplicado na subvenção foram protegidos cerca de R$ 42.
Indenizações
Até outubro de 2023, as seguradoras pagaram R$ 2 bilhões em indenizações para os produtores como compensação por suas perdas, pouco mais que o dobro do orçamento do PSR no mesmo período. “Apesar desses desafios, é fundamental destacar a resiliência e a dedicação do setor agrícola em enfrentar adversidades. Mesmo com um orçamento menor, o PSR conseguiu oferecer proteção a milhares de produtores, destacando a importância contínua do programa para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro e para a segurança alimentar e econômica de vários municípios, especialmente diante dos efeitos do El Niño”, declarou o Mapa, em nota.
