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“É um instituto de proteção aos direitos fundamentais”, afirma o ministro Gilmar Mendes em congresso no TRF4 sobre Juízo das Garantias

Ministro decano no STF realizou a conferência de abertura do congresso Juízo das Garantias e a Justiça Federal, que ocorre no TRF4

Ministro do STF Gilmar Mendes palestrou de forma remota no congresso do TRF4
Ministro do STF Gilmar Mendes palestrou de forma remota no congresso do TRF4 Foto : Ricardo Giusti

Após a abertura do evento, a primeira conferência do congresso Juízo das Garantias e a Justiça Federal, promovido pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, teve a participação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O evento, que segue até terça-feira, trata sobre a introdução e a competência do juiz das garantias.

Para o ministro Gilmar Mendes, a figura do juiz de garantias é responsável pelo controle da legalidade do processo penal, assegurando a efetividade da investigação. Este tipo de magistrado foi estabelecido na Lei 13.964/2019, conhecida como Pacote Anticrime, cabendo a ele o controle da legalidade da investigação criminal e a salvaguarda dos direitos individuais.

“Este é um importante fórum par reflexão e aprofundamento de temas que dialogam com o fortalecimento da nossa democracia. Na trajetória recente da Justiça brasileira, temos assistido um debate intenso sobre a estrutura acusatória do processo penal e a necessidade de aprimoramento da imparcialidade judicial. Por isso, a instituição do juiz de garantias representa uma importante conquista institucional. É um instituto de proteção adequada aos direitos fundamentais”, afirmou.

Ainda em sua conferência de abertura do congresso, intitulada “O Juiz das Garantias e a estrutura acusatória do processo penal”, o ministro do STF citou que o Brasil conviveu por décadas com a naturalização de “práticas inquisitoriais”. “Estamos diante de uma verdadeira inovação institucional. Vivemos práticas travestidas de processo penal democrático antes da Constituição de 1988, mas infelizmente também após a sua promulgação, quando surgiram esses personagens de salvadores ou protetores”, completou Gilmar Mendes.

Após sua fala, foi realizado um debate envolvendo representantes da advocacia, do Ministério Público do Rio Grande do Sul e da Justiça Federal sobre o tema. O congresso realizado no TRF4 segue até a tarde de terça-feira, com oficinas, painéis, debates e plenárias sobre a implementação do Juízo de Garantias.

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