Somos parecidos com os cavalos, que quando ficam livres voltam para o lugar onde nasceram
Quando guri pensava na alegria e no orgulho que deveriam ter todos os atletas que estavam lá, num país distante, representando o Brasil
Quando a bola rola, lembramos dos antigos craques e os vemos nos atuais jogadores
Foi uma linda história de amor, talvez a mais bonita que esta terra tenha visto
Eram poemas e canções que retratavam o que verdadeiramente via, nada de heroísmos, fanfarronices, patacoadas e valentias
Assim seguimos, buscando pedaços de uma utopia que volta na memória por meio da arte
Agora estou aqui, sentindo a boca ressecada, provando amargos que me chegam sempre fora de hora
Como a vida seria triste se não tivéssemos amigos. Falo desses verdadeiros, dos que tiram a camisa e te alcançam
Após toda a evolução, ele presenciava agora o retorno aos velhos tempos
A cruz segue lá, quase na fronteira, numa terra onde Uruguai e Brasil disputam a posse do chão e do corpo do tropeiro, o doble chapa
Ele herdou as nossas bolitas, as pandorgas, o arco de roda, os ossinhos do gado, ficou com tudo. E eu por um longo tempo, atarefado, até nem pensava mais nele
Ao terminar de ler a mensagem compreendi tudo. Quando fui fazer faculdade em Santa Maria, a mãe fez questão de que eu levasse o meu pala e ainda um coberto que certamente foram feitos com a lã da Bibi.
Tínhamos coração de pandorga e alma de pirilampo, tínhamos sentimentos e ações arrojadas para uns guris de uma campanha esquecida.
Uma mão não tem que ser envergonhar de lidar no pesado, de ter cicatrizes, já encontrei por aí muita mãozinha fina de calaveira e vigarista
Estou tranquilo, e como sempre digo, não tive medo de nascer, não terei medo de morrer. Isso, inevitavelmente, vai ocorrer, mas acho que não será agora
Havia amanheceres que eram pinturas e quadros abandonados pendurados em casas vazias, taperadas de lembranças.
O dom Dério, que definhava havia anos, quis morrer justamente neste dia, enquanto declamava um poema de T.S. Eliot.
A Expointer está de novo com as porteiras abertas. Ela é o espelho da nossa terra, um pequeno quadro pintado por mãos calejadas
“Curiosidade é o que nos move”, tema desta edição da Feira do Livro, é também o que alimenta a busca criativa do autor da série literária Campereadas